


A minha trajetória por São Paulo foi minha primeira grande iniciação. Aos 17 anos, eu saí de uma cidade pequena no interior de Minas Gerais, chamada Uberaba, com uma ânsia de ganhar o mundo e entender mais sobre mim mesma.
Ao chegar em São Paulo eu fui recebida de braços abertos por uma família de tios, que não só me acolheu com todo o amor mas, especilamente minha tia e minha prima, me ajudaram a conhecer o Divino que existe nas artes, na cultura, na parte que eu considero mais linda de São Paulo que é esta manifestação da beleza através da musica, do teatro, das obras de arte e da diversidade cultural.
Foi lá que eu comecei a despertar para o fato de que eu poderia trabalhar no futuro com o que movesse meu coração e não só que me desse meu sustento financeiro. Mas naquele momento, eu ainda prezo a muitas crenças e programas de sobrevivência, eu não tive a coragem de escolher uma profissão que eu gostasse se não aquela que eu julgava ser a mais segura, financeiramente falando.
Entrei em uma boa faculdade, no curso de Administração na FEA-USP, e logo no primeiro dia de curso eu vi que talvez nao tivesse sido a melhor escolha. Sem me sentir segura e ainda muito confusa sobre qualquer outra possibilidade, eu busquei formas de tirar algum prazer e satisfação daquela escolha.
Tive a oportunidade de passar por empresas que me trouxeram ferramentas essenciais para o que eu desenvolvo hoje. Aprendi técnicas de marketing e de comunicação e hoje me sinto mais capaz de ver o que é verdade e o que não é quando comunico o que faço para meu público.
Durante o final do ciclo nas empresas, busquei ajuda da terapia e com a consciência do que me prendia em um trabalho que já não me dava a realização que eu buscava, consegui sair pra descobrir, afinal, onde eu gostaria de colocar minha energia.
O ano seguinte foi o ano de cursos e descobertas e que me permitiu concluir a fase paulistana com chave de ouro, na minha primeira viagem pra Índia, rumo ao caminho sem volta...o caminho do meu Dharma.
PRÓXIMA PARADA:
A cidade que ensina como amar e ser forte ao mesmo tempo
SÃO PAULO







O meu primeiro despertar...
a minha segunda casa!
Foi na Índia onde eu passei por três grandes iniciações. Eu soube, desde que pisei na Oneness University pela primeira vez, que estava retornando para minha segunda casa. Tive a benção de ter o primeiro despertar da minha consciência neste lugar sagrado e de comemorar o início da Era Dourada neste lugar, em 21/12/12. Ao todo, nas três viagens, eu passei por mais de mil horas entre estudos, processos e vivências, dentro de um templo sagrado, tendo aulas com monges em níveis elevados de consciência, além de meditar na presença de meus amados mestres Sri AmmaBhagavan, avatares da Nova Era.
Em cada um deles eu aprofundava mais o meu estado e entrava em contato com todas as coisas que necessitavam ser curadas dentro de mim. Eu nunca tive medo de olhar para dentro e me trabalhar. E acredito que foi isso que me ajudou a fazer destas jornadas o meu grande início a caminho do despertar definitivo. Grande parte do que eu sou nesta vida é graças aos meus pais terrenos e a esta minha segunda casa.
PRÓXIMA PARADA:
ÍNDIA &
Oneness
University







Nasci nesta cidade, mais conhecida por ser a cidade do Chico Xavier, e foi lá que eu tive a minha primeira bagagem espiritual. Com a religião espírita eu pude aquietar os questionamentos do meu espírito ainda adolescente. Ao crer que as desigualdades, o que eu chamava de injustiças, tinham a ver com o caminho que cada um trilhava para si, eu consegui ter paz para buscar então o meu próprio caminho. Foi aos 28 anos que retornei a esta cidade, depois de um primeiro processo na Índia no qual eu perguntei ao meu Eu Superior qual seria meu propósito. Uberaba apareceu em uma imagem e uma voz que me disse "Seu lugar agora é aqui". E com o coração leve, depois de muitos anos, eu aceitei o convite.
Ao chegar, com o coração, mente e corpo direcionados para o único trabalho que fazia sentido para mim, a Deeksha e os cursos que eu daria como Oneness Trainer, Os caminhos se abriram e a antiga escola de yoga Hatha Yoga, com o apoio de Claudia Silva e Lourdes, abriu espaço para as nossas sessões semanais de Deeksha. Desde então não deixamos de fazer uma única sessão semanal. Fizemos muitos cursos, vivências e encontros com a família de Doadores de Deeksha que crescia dia a dia. No final daquele ano de 2013 eu viajei novamente pra Índia e voltei de lá com a missão de abrir a Casa Ananda Kubera. Junto com a amiga querida Mariana, fundamos nossa casa, cujo nome significava Bem aventurança e Prosperidade. Nossa intenção era de ter um espaço sagrado onde quem entrasse pudesse se sentir em casa e no colo do seu próprio Deus.
E durante três anos a Casa Ananda Kubera foi o espaço onde nos desenvolvemos como empresárias e onde eu me desenvolvi como terapeuta, trainer e onde, principalmente aprofundei meu estado de despertar por meio do amor e do serviço desinteressado. Realizamos encontros de música, sessões de cinema, vivências de despertar, workshops, além de termos recebido convidados especiais, que ofereceram cursos incríveis de Piracanga, Oneness University, Centro de Budismo Tibetano Kagyu Pende Gyamtso, Instituto Theta Healing, e muitos outros, transformando a Casa Ananda Kubera em uma grande escola. E, junto com Uberaba, seguirá como uma memória em meu coração...na casa da gratidão.
PRÓXIMA PARADA:
A terra que me ajudou a nascer e me deu a confiança para ser hoje a melhor versão que posso ser de mim mesma
UBERABA










Foi depois de uma terceira jornada na Índia que fui guiada a finalmente conhecer Piracanga. Três meses depois de voltar da Oneness, cheguei a Piracanga para o curso de Leitura de Aura 1. Neste curso eu abri ainda mais meu canal intuitivo, aprendi a limpar e cuidar da minha energia e, claro, aprendi a técnica de leitura de aura. Na medida em que me conectava mais com meu Eu Superior, eu me desconectava de muitas coisas que já não faziam mais sentido pra mim. E meus cabelos foram a simbologia do que eu estava disposta a abrir mão. Retornei de Piracanga depois de 20 dias, sem os cabelos e sabendo que voltaria em breve. Em Uberaba realizei cursos, organizei o trabalho e deixei a Casa Ananda Kubera sob os cuidados da outra mãe Mari do Espírito Santo e de guardiãs amorosas, entre elas a Thaís Mariano, que guiou e continua guiando sessões de Deeksha todas as semanas com amor e total entrega. Em um mês eu já estava de volta a Piracanga. Foi lá que parcipei da Escola de Serviço, Trabalhei como voluntária no projeto de Bioconstrução da Casa de Parto de Piracanga (hoje, Casa de Renascimento), na Escola Inkiri, no Espaço Cultural e no Espaço Açaí. Fiz cursos de Leitura de Aura 2, Liderança do Novo Mundo, Curso de Sonhos, além de inúmeros workshops e encontros que aconteceram durante quase um ano, quando finalmente senti que estava pronta para voltar.
Em Piracanga aprendi a viver em comunidade, a me conectar com a natureza e com o outro. Aprendi a fazer leituras da minha aura que trouxeram tranquilidade e clareza para minha alma. Aprendi a cuidar dos resíduos internos e externos e a ver que tudo que acontece fora é um reflexo do que está dentro. Foi neste espaço sagrado que me sintonizei com a mãe terra, com as águas e, principalmente, com minhas próprias águas. Mergulhei profundamente em cada experiência, dancei, meditei, cantei, nadei, chorei, me apaixonei. Encontrei muitas almas amigas neste lugar e para sempre será lembrada como um berço, um colo de mãe, para minha alma que desejava trabalhar e ser acolhida naquele ano de tantas experiências transformadoras.
PRÓXIMA PARADA:
o lugar da minha purificação e do despertar da consciência a respeito do cuidado com a minha energia e dos outros
PIRACANGA










Foram 90 dias percorrendo o sul do Chile, levando a mensagem da Paz e Restauração da Mãe Terra, com um grupo de pessoas de várias partes do mundo, chilenos em sua maioria. Estivemos vivendo como uma comunidade itinerante. Tivemos que abrir mão de muitas necessidades individuais para que nosso propósito maior se mantivesse firme. Dormimos em barracas na maior parte do tempo, nos banhamos em águas frias e virgens, aos pés de vulcões e montanhas imponentes. Nossa intenção era ir de encontro às pessoas e grupos que estão trabalhando, a maioria de forma silenciosa, por um mundo melhor, em conexão com a Mãe Divina. Levávamos cantos sagrados, danças de paz, fogo homa e nossa energia, despertando o animo e a certeza de que somos mais do que imaginamos e que não estamos sós. Encontramos verdadeiros guerreiros que lutam, com suas atitudes e fé na vida, para a manutenção de suas origens, pela preservação das matas nativas e das águas puras.
A natureza foi a maior das mestras. Como uma majestade sábia, reinava o tempo todo de forma magistral e silenciosa. Percorremos lugares já devastados pelo monocultivo de pinhos e eucaliptos. E à medida que baixávamos rumo à natureza pura, o fogo que invadiu aquela região, parecia seguir logo atrás de nós. E a Madre Tierra ali, apenas sentindo. Ao nos aproximar da região mais ao Sul, conseguimos acessar lugares pouco habitados pelo homem. E ali era possível sentir que, apesar de sermos muitos, somos quase insignificantes perto do restante do planeta. A vida sustenta a vida. A natureza cuida de si. Temos muito que aprender com nossos irmãos animais e nossas irmãs do reino vegetal. Conhecemos mestres, sábios indígenas que lutam para manter sua cultura e seguem firme no rezo pela cura do planeta e pedindo compaixão à mãe Divina pela nossa ignorância. Aprendemos a respeitar, honrar e nos conectar com os quatro elementos. O Chile é um país que tem o famoso Newen. É a coluna vertebral no nosso planeta. Carrega a força e também a melancolia do guerreiro. E é por isso que sinto o chamado de retornar para esta Terra, que me acolheu tanto e me ensinou tanto. Eu volto com a confiança de absorver mais e de devolver ao menos parte de tantos tesouros que recebi em tão pouco tempo. Minha eterna gratidão. Meu coração segue contigo, Madre.
"La Madre es le dulce vientre, que guarda el fruto ancestral. I cuando habla nos dice... Mapu, ko, kurruf, kütrall (Terra, Água, Vento, Fogo)"
a experiência de uma comunidade nômade e a conexão com a Madre Terra!
CHILE






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