Seu personagem principal, a bolha e a liberdade!
- 7 de jul. de 2017
- 4 min de leitura
O vídeo abaixo, do Felipe Castanhari, já tinha me feito refletir a um tempo atrás...e me ajudou a fazer mais uma faxina da caixinha da imagem.
Pois é...a gente é feito de uma imagem né?! A gente tem um personagem para cada pessoa que a gente quer encantar, agradar, vender, comprar.
Mas tem um personagem central que é aquele que a gente acredita que é o que vai ser amado. Este é o nosso personagem principal. Os outros derivam dele. Ele é criado desde que nossa personalidade nesta existência aqui começa a ser criada. E ele vai sendo moldado com as referencias e inputs que vamos recebendo...começando por nossos adorados pais, seguidos das pessoas que a gente admira ou gosta e que estão mais ao nosso redor.
Nossa personalidade principal também vai sendo formada por aquilo que a gente não quer. E aqui é onde eu quero trabalhar mais neste texto. A nossa querida mente poderia ser comparada ao nosso antivírus ou sistema de segurança super high power. Ela tem uma função principal na nossa vida...nos proteger. Isso vem lá da nossa época de humanóide das cavernas onde a gente começou a formar nossa personalidade pra ser aceito pelo grupo e assim ser protegido para não ser devorado por uma besta gigante e feroz. O ponto é que com isso a gente foi aperfeiçoando cada vez mais o software e sua função foi ficando cada vez mais refinada para nos "proteger".
Então desde pequeno começamos a ter determinados comportamentos, pensamentos e expressões que são aceitos ou reprimidos pelas pessoas com quem convivemos. Aquilo que é reprimido, tratamos de esconder. E aquilo que é aceito, vamos valorizando.
E adivinha...isso pode seguir por toda a vida. E normalmente nos tornamos adultos com pouca habilidade para trabalhar, desenvolver, expor, aceitar ou deixar ir aquilo que a sociedade recrimina e ao mesmo tempo, com uma excelente habilidade para valorizar, criar, incrementar, aflorar, fazer ficar bem bonito aquilo que a sociedade valoriza ou pelo menos...aceita.
E o que acontece quando de repente a gente está numa modernidade liquida tao grande, onde tudo está tão solúvel e tão fácil de dissolver-se que é quase impossível se agarrar em alguma coisa que seja bom, ou certo ou bonito? Começamos a buscar bolhas. As bolhas são ótimas pra isso. Nelas podemos nos sentir pertencendo e isso nos ajuda a lembrar "quem somos". No vídeo abaixo tá bem explicado os riscos que a gente corre fazendo parte de bolhas e sendo extremistas. Já este post tem a intenção de nos situar e entendermos um pouco de porque, às vezes, entramos nestas bolhas.
E aí sabe o que acontece quando a gente começa a despertar? Sim, você sabe porque você com certeza está neste processo. Começamos a não ver muito sentido em nada que seja muito extremo ou que venda um conceito ou uma ideia do que é ser especial dentro daquele grupo. Mas daí começa a aparecer aquela questão lá de cima, que é...mas e seu opinar e for rechaçado? Sinal de alerta e momento de reflexão/ação.
Para refletirmos....se tem uma bolha interessante para participarmos é a nossa própria. Mas não uma bolha de isolamento. E sim, uma bolha de bom senso e autocuidado onde consigamos ser capazes de ligar o alerta quando não nos sentimos confortáveis em nos expressar e poder usar essa bolha, que também tem um ingrediente, talvez pouco usado, chamado autoconfiança, para poder agir de modo compatível com seus valores. Neste caso eu vejo dois caminhos: você pode experimentar se expressar, desde o coração e não impondo sua verdade, para poder abrir a energia para novas conversações e argumentos e talvez ser surpreendido com uma boa reação ou, em caso de ter certeza de que não será bem recebido, sair destes espaços para ocupar outros...que tenham mais a ver com sua energia. Espero que este texto possa ajudar você em algum ponto do seu caminho. E se quiser comentar, expressar sua opinião, podemos seguir conversando. Será ótimo poder trocar com o coração e a mente abertos.
Eu sou a Dani Furtado, terapeuta e palestrante, especialista em ajudar as pessoas a se reconectarem com elas mesmas, com o mundo e com a vida, por meio de uma mente equilibrada e um bom plano de ação.
A nível pessoal e de trabalho interior, eu estou sempre me investigando, ordenando e limpando muita coisa interna para ser o mais coerente possível. Mas estou longe da perfeição. E nem busco ser perfeita. Como terapeuta trabalho duro para ser a melhor que eu posso ser. Sigo estudando e sempre me atualizando. E como empresária de mim mesma trabalho para ser também coerente, divulgando meu trabalho e, ao mesmo tempo, buscando passar uma imagem na qual as pessoas se sintam seguras em trabalhar comigo, sem fingir ser o que não sou, sempre com integridade.
O próximo texto vai ser sobre projeção e como isso pode te atrapalhar ou te ajudar. Aguarde.
E se quiser saber mais sobre o meu trabalho, dá uma olhada no meu site e entra em contato comigo.
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